Como trabalhamos 5 min de leitura preços escolha de fornecedor

Contabilidade para pequenos negócios: quando o caderno já ficou pequeno demais e o sistema grande nunca pega

Na maioria dos pequenos negócios, a contabilidade vive em três sítios ao mesmo tempo: num caderno junto à caixa, num grupo de conversa dos sócios e na cabeça de quem «se lembra de tudo». Enquanto são cinco encomendas por dia, até funciona. Depois alguém esquece-se de registar um adiantamento, o stock começa a divergir da realidade num terço, e, no final do mês, os dois sócios passam metade da noite a tentar perceber a quem cabe quanto de lucro — e porque é que as contas não batem certo.

Reconhece a história? A seguir explicamos porque é que os caminhos habituais não resolvem isto — e como fazemos de forma diferente.

Primeira tentativa: «vamos instalar um sistema a sério»

Há pouco tempo, contactou-nos uma pequena oficina automóvel: dois sócios, alguns mecânicos, um fluxo estável de carros. Antes de nos procurarem, tinham experimentado honestamente o caminho clássico — instalar um sistema de gestão «a sério», daqueles que sabem fazer tudo.

Não pegou. E a razão não estava nas pessoas, mas na própria conceção do sistema:

  • Exige um operador. Alguém tem de estar sentado ao computador a lançar documentos segundo as regras do sistema. Na oficina, esse «alguém» é o mecânico com a chave na mão — e não há computador na fossa de trabalho.
  • Sabe fazer demasiado. Nove em cada dez ecrãs falam de coisas que, no negócio, simplesmente não existem: lotes, faturas, relatórios regulamentares. E a única coisa que dói de verdade — «quanto devo ao mecânico por este carro em concreto» — tem de ser reunida à mão.
  • Vive à parte do processo. O trabalho acontece no box e no grupo de conversa, enquanto o sistema espera que lhe transmitam tudo depois. Duas semanas a alimentá-lo com dados, e na terceira já ninguém lhe toca.

Isto não é uma crítica aos sistemas grandes. É que estão pensados para um contabilista, não para o dono de um pequeno negócio.

Segunda tentativa: Excel e caderno

O segundo caminho habitual são as folhas de cálculo. São ótimas até ao momento em que aparece uma segunda pessoa que também escreve nelas. A partir daí começa: duas versões do ficheiro, fórmulas apagadas sem querer, «mas quem foi que mudou o preço?», salários à comissão recalculados à mão todos os meses, e um stock que só existe na teoria.

O defeito principal dos dois caminhos é o mesmo: a contabilidade não acompanha o ritmo real do trabalho. E, todos os dias, as pessoas têm de escolher entre trabalhar e registar. O trabalho, como é óbvio, ganha sempre.

Como fazemos de forma diferente

Construímos um sistema pequeno, talhado exatamente para o processo daquele negócio em concreto — e nada mais do que isso. Para aquela oficina, ficou assim:

  • O rececionista abre uma folha de obra a partir do telemóvel: cliente, carro, trabalhos, peças. A impressão da ordem, do auto de trabalhos realizados e da guia de remessa sai diretamente do navegador.
  • O stock é dado de baixa sozinho assim que a peça entra numa folha de obra. As compras ficam registadas com referência e número OEM, e os saldos estão sempre atualizados.
  • O salário calcula-se sozinho: o mecânico recebe uma percentagem sobre os trabalhos, e para cada carro entregue vê-se logo quanto foi apurado, quanto já foi pago e quanto falta. Os adiantamentos entram na conta.
  • Os sócios veem o lucro do mês, a caixa e a divisão 50/50 — com um saldo de «quem meteu e quem tirou quanto». Aquela mesma discussão de final de dia entre sócios agora fecha-se com um único ecrã.
  • O histórico de alterações guarda quem corrigiu o quê e quando.

Nenhum módulo «para o futuro», nenhum ecrã que seja preciso explicar. O «terminal» principal é o telemóvel do mecânico no box, por isso tudo funciona a partir do telemóvel, sem aplicações à parte.

Mostrámos ao cliente a primeira versão a funcionar ao fim de dois dias. Mais uma semana foi passada a afinar tudo em trabalho real: as pessoas começaram a criar folhas de obra a sério e diziam logo o que não funcionava bem — e nós corrigíamos no próprio dia. Esta é a parte mais valiosa do processo: o sistema ajusta-se à mão de quem o usa, como uma ferramenta, e não ao contrário.

E a fiabilidade?

Um sistema pequeno não quer dizer que funcione só na base da confiança. Por baixo do capô, tem a mesma infraestrutura dos nossos clientes maiores: servidor próprio, ligação cifrada, cópias de segurança diárias em duas nuvens independentes mais uma cópia no próprio servidor, e monitorização 24 horas por dia — se algo cair, normalmente sabemos antes do cliente.

Os acessos são por perfis: os sócios veem o dinheiro e os relatórios, o rececionista vê as folhas de obra e o stock. Cada um gere a sua própria palavra-passe.

Para quem é isto

Este formato é para negócios de 3 a 15 pessoas com um processo que não cabe nas caixas standard: oficinas automóveis, salões, pequenas fábricas, empresas de serviços, negócios de aluguer. O sinal de que isto é consigo: já experimentou o «sistema a sério» ou as folhas de cálculo — e continua a registar o que é mais importante num caderno.

Um limite honesto: isto é contabilidade de gestão interna — uma ferramenta para o dono do negócio, e não contabilidade oficial nem substituto de sistemas fiscais. Não entrega declarações fiscais; responde à pergunta «o que se passa no meu negócio agora mesmo».

Quanto custa

Preço fixo para o âmbito acordado, estipulado no contrato — sabe o valor antes de começarmos. Sem mensalidade por utilizador e sem licenças anuais de software: usa o sistema sem limite de tempo e sem restrições à sua atividade, com quantos utilizadores forem precisos. Alojamento, cópias de segurança e monitorização no primeiro ano estão incluídos no preço; depois, é só uma pequena manutenção anual da nossa parte.

Se reconheceu o seu caderno no primeiro parágrafo, fale connosco. Conte-nos como flui o seu trabalho — e em poucos dias vê-o no ecrã do telemóvel.

Precisa de ajuda com a sua TI?

Uma auditoria gratuita da sua infraestrutura — encontramos os pontos fracos e mostramos um plano honesto. Sem compromisso.

Auditoria gratuita